quarta-feira, 18 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
SERGIPANOS ILUSTRES
1. PROJETO SERGIPANOS ILUSTRES
Preocupados com a melhoria da qualidade de ensino, no que tange aos índices de evasão e repetência escolar, evidenciados no processo ensino-aprendizagem, e pelos novos paradigmas que a educação deverá tomar como referência, a exemplo do IDEB. Estamos propondo neste projeto, alternativas de aprofundar o conhecimento visto em sala, ao tempo em que, se busca reverter a ótica que têm tornado o ensino público alvo de críticas pela própria sociedade que dele faz uso. Atualmente a escola é encarada como um veículo de mudanças bastante limitado e que numa sociedade de classes, a escola produz a divisão da sociedade em categorias sociais distintas, escola de ricos a particular e a escola de pobres a pública.
Diante da realidade da escola pública, onde a mesma é vista pela sociedade como necessária para os alunos das classes populares , que não podem frequentar a escola particular, apontando os alunos das classes populares como carentes, despreparados, desmotivados, sem assistência dos pais, discriminados mediante as dificuldades impostas pela sociedade e pela própria escola , fatores como: livros didáticos de péssima qualidade, práticas tradicionais e outros , vêm contribuindo cada vez mais para a robotização e alienação dos nossos jovens.
Faz-se necessário uma análise profunda das condições das escolas, do preparo dos professores e funcionários, da situação real da clientela da escola pública para que o objetivo principal não se desfaça no ideal de alguns técnicos e professores que , na maioria das vezes , sem perceber introjetam nos alunos toda a sua maneira de ser, influenciando-os de acordo com suas personalidades, suas ideias e suas interpretações das normas educacionais. A raiz dos problemas educativos está fora da escola e a educação só será viável se as experiências cotidianas de cada cidadão ou cada comunidade em seu trabalho, em seu modo de ser e em suas relações com os outros se transformarem em fonte de questionamento, de criatividade, participação e conhecimento. Na medida em que a escola idealiza um aluno crítico, participativo, capaz de construir sua própria história, pelo exercício consciente da cidadania, dentro de uma escala de valores que favoreça a transformação da sociedade, tornando-a mais justa e democrática.
É necessário aprender a criticar, pesquisar, apresentar alternativa, ver o que há de positivo e apoiar os que estão trabalhando para a melhoria do ensino. Discutir e enfrentar as ideias divergentes, fazer experiências e criar um modelo alternativo a partir dos valores já existentes, professores e técnicos, devem repensar suas práticas educativas, ampliar as relações professor/aluno e professor/técnico numa perspectiva de valorização sócio-efetiva dentro e fora da sala de aula.
Dentro desta necessidade de fazer o aluno voltar-se à pesquisa, ressalta-se que, um povo que não valoriza sua história nega sua própria existência, uma vez que a realidade na qual vivemos é fruto de nossa historicidade, desta forma, estudar os sergipanos que no seu tempo contribuíram de maneira decisiva na formação da história desta comunidade, não é mais que uma obrigação de todos aqueles que acreditam na relevância dos ensinamentos históricos e na viabilidade da releitura dos fotos históricos, à luz dos conceitos hodiernos.
Este projeto teve como objetivo estudar os sergipanos que desenvolveram e aplicaram no seu tempo, sua capacidade intelectual para engrandecimento da cultura sergipana.
Tomando como referência o contexto histórico no qual estavam inseridos e as consequências de suas ideias no cenário nacional e sergipano, pretendeu-se a princípio motivar o interesse pela pesquisa cultural, para em seguida conhecer o pensamento daqueles que no seu tempo fizeram a diferença. Foi necessário despertar a dos alunos em buscar, o embasamento necessário à pesquisa, mostrando a viabilidade do trabalho e sua importância para o desenvolvimento de uma identidade cultural.
Para tanto, buscou-se desenvolver um conjunto de ações dentro do Colégio Tobias Barreto no sentido de possibilitar um trabalho interdisciplinar ampliando a abrangência do projeto. No tocante às parcerias com Instituições, pudemos contar com o apoio do Museu do Homem Sergipano, Academia Sergipana de Letras, Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, e do Instituto Tobias Barreto.
O Projeto baseou-se nos seguintes princípios norteadores:
1. Desenvolver um ensino coerente com a realidade do aluno, situando-o no tempo e no espaço que ele compreenda seus direitos e deveres como cidadão e para que possa exercer a sua cidadania.
2. Facilitar o processo ensino-aprendizagem desenvolvendo conteúdos significativos, integrando as diversas áreas do conhecimento condizentes com a realidade.
3. Entender que o trabalho com o aluno será dentro do seu ritmo próprio de desenvolvimento sendo necessário a diversificação das atividades para que possa atender às necessidades individuais e coletivas .
4. Incentivar o livre exercício de pensamento e expressão, preservada a defesa do interesse público e o reconhecimento do processo educativo como mediação coerente das transformações sociais vigentes.
5. Compreender que aprender é um ato do conhecimento da realidade concreta, isto é, da real situação vivida pelos alunos e profissionais do magistério.
6. Desenvolver experiências que permitam ao aluno educar-se num processo ativo de construção do objeto , numa interação entre as estruturas cognitivas do indivíduo e o meio ambiente.
7. Procurar entender que o saber - fazer crítico identifica-se com a luta para que a escola pública se transforme num poderoso instrumento de progresso intelectual de massa, onde se firma o papel indispensável da competência e de sentido político.
8. Entender o processo educativo enquanto ação cultural voltada para a liberação do homem consciente numa atividade que aprendem na vivência das realizações sociais cotidianas, atinjam um nível de consciência desta mesma realidade, a fim de atuarem para modificá-lo.
OBJETIVO GERAL:
Estudar a ideologia de Tobias Barreto, bem como as contribuições dos SERGIPANOS ILUSTRES que seguiram estes princípios ideológicos.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS EM CADA META:
Em qualquer proposta de trabalho a avaliação se constitui num aspecto fundamental, pois serve para obter informações e subsídios capazes de fornecer o desenvolvimento e a ampliação dos conhecimentos dos educandos. A forma adotada possuirá um caráter de diagnóstico permanente, auxiliando no acompanhamento do processo, desta forma, deverá realizar-se continuamente, proporcionando a base para o planejamento da atividade docente, como meio de assegurar a consecução dos objetivos educacionais. O acompanhamento sistemático permitirá que durante a execução das metas sejam detectadas as dificuldades, para que se possa reestruturar e adaptar o projeto às contingências identificadas.
2. ANÁLISE DO PROJETO
Na tentativa de resgatar a qualidade do ensino público e principalmente a história de Sergipe, procurou-se adaptar o conteúdo programático das disciplinas de filosofia e sociologia, ao pensamento de sergipanos que tiveram destaques na história de Sergipe. O primeiro sergipano a ser estudado foi Tobias Barreto, e em conversa com os alunos, resolveu-se fazer esse estudo procurando descobrir em que momento o pensamento de Tobias Barreto abordava o conteúdo programático que era desenvolvido nas disciplinas.
A princípio era essa a intenção do projeto, entretanto com o desenvolvimento do mesmo, fomos observando que na escola havia pouco recurso para desenvolvê-lo, passamos então a procurar recursos fora da escola buscando novas parcerias institucionais.
O primeiro local a ser visitado foi o Museu do Homem Sergipano, lá chegando e em conversa com sua Diretora a Profª. Drª Maria Terezinha Oliva e a sua equipe, em reunião esbocei qual seria a minha intenção e prontamente ela colocou, a disposição da escola todos os recursos do Museu.
Essa visita ao Museu possibilitou uma diversidade muito grande de enfoques e começamos a explorar outros pontos por sugestão da própria Professora Terezinha , visto que a comunidade na qual a escola esta inserida é rica em instituições. Com o objetivo de ampliar a parceria para o desenvolvimento do projeto, entramos em contato com o Instituto Histórico, a Academia Sergipana de Letras e o Instituto Tobias Barreto.
O Prof. Luiz Antonio Barreto nos recebeu de uma forma muito acolhedora e possibilitou, uma vez que o Instituto tem um vasto material sobre Tobias, que os alunos pudessem fazer pesquisas, até porque um dos objetivos do projeto é que ano letivo os alunos deven elaborar uma monografia com o conteúdo estudado durante o ano.
Por sugestões da Profª Terezinha e do Prof. Luiz o projeto se estendeu ele não se esgotou em um ano, passou a ser desenvolvido, de maneira a explorar outros sergipanos que abrilhantaram nossa história.
O trabalho contou também com a participação da Professora Tânia da sala de leitura que procurava elaborar a parte artística com a declamação dos poemas do autor em estudo, ao mesmo tempo esses alunos trabalham a fundamentação filosófica ou implicações sociológicas do pensamento do autor manifesta através do poema e os demais professores como de redação e português lhes auxiliam na interpretação e revisão ortográfica dos capítulos.
Para estimular os alunos e despertar seu interesse pela pesquisa, procuramos desenvolver o projeto com base nos princípios construtivistas piagetianos, tomando o erro como parte do processo da aprendizagem. Procurou-se, portanto referenciar as fontes a serem pesquisadas, dentro das publicações dos sergipanos, ao tempo em que direcionamos as pesquisas para que os alunos pudessem ter contato com os autores dos livros nos quais fizeram suas consultas.
A ideia de se explorar autores sergipanos baseia-se no fato de que existe um espaço cultural a ser resgatado no tocante a produção literária sergipana que é a sua utilização no ensino fundamental e médio. Desta sorte, direta e indiretamente o projeto estimula a produção e o uso do material literário sergipano, propiciando o seu desenvolvimento e, por conseguinte a circulação das ideias das antigas e novas águias sergipanas.
No projeto que desenvolvemos saboreamos sucessos e fracassos, contudo ao final deste, em face da aposentadoria do Coordenador, podemos vislumbrar um cenário magnífico de realizações.
06- Resultado Final do Projeto quanto ao rendimento
Com relação ao quadro apresentado observa-se que os trabalhos com rendimento ótimos, partiram de 4% e atingiram a marca de 52% com uma média de 34,2% de rendimento. Os trabalhos com rendimento bons partiram de 60% e atingiram 20%, apresentando uma média de 36,4%. Os trabalhos com rendimento regular partiram de 36% e atingiram a marca de 30%, obtendo um rendimento médio de 29,8%. Onde podemos concluir que os trabalhos classificados como bons e regulares cederam lugar aos trabalhos ótimos.
Foram apresentadas 120 monografias ao longo do projeto e na análise do gráfico 07 podemos observar o crescimento da produção, permitindo um prognóstico de crescimento, caso o projeto pudesse ter continuidade.
07- Número de Monografias apresentadas no Projeto
Acreditamos, como pudemos demonstrar, que os Professores da rede pública, são capazes de produzirem um ensino de qualidade efetivando a interdisciplinaridade e utilizando os recursos públicos e até mesmo o privado, inerentes na comunidade onde a escola esta inserida. Basta, para tanto, um pouco de boa vontade, responsabilidade profissional e compromisso com a educação.
Dados retirados do livro "Sergipanos Ilustres" uma Metodologia Inovadora, do Prof. Arionaldo Moura, em fase de conclusão.
Preocupados com a melhoria da qualidade de ensino, no que tange aos índices de evasão e repetência escolar, evidenciados no processo ensino-aprendizagem, e pelos novos paradigmas que a educação deverá tomar como referência, a exemplo do IDEB. Estamos propondo neste projeto, alternativas de aprofundar o conhecimento visto em sala, ao tempo em que, se busca reverter a ótica que têm tornado o ensino público alvo de críticas pela própria sociedade que dele faz uso. Atualmente a escola é encarada como um veículo de mudanças bastante limitado e que numa sociedade de classes, a escola produz a divisão da sociedade em categorias sociais distintas, escola de ricos a particular e a escola de pobres a pública.
Diante da realidade da escola pública, onde a mesma é vista pela sociedade como necessária para os alunos das classes populares , que não podem frequentar a escola particular, apontando os alunos das classes populares como carentes, despreparados, desmotivados, sem assistência dos pais, discriminados mediante as dificuldades impostas pela sociedade e pela própria escola , fatores como: livros didáticos de péssima qualidade, práticas tradicionais e outros , vêm contribuindo cada vez mais para a robotização e alienação dos nossos jovens.
Faz-se necessário uma análise profunda das condições das escolas, do preparo dos professores e funcionários, da situação real da clientela da escola pública para que o objetivo principal não se desfaça no ideal de alguns técnicos e professores que , na maioria das vezes , sem perceber introjetam nos alunos toda a sua maneira de ser, influenciando-os de acordo com suas personalidades, suas ideias e suas interpretações das normas educacionais. A raiz dos problemas educativos está fora da escola e a educação só será viável se as experiências cotidianas de cada cidadão ou cada comunidade em seu trabalho, em seu modo de ser e em suas relações com os outros se transformarem em fonte de questionamento, de criatividade, participação e conhecimento. Na medida em que a escola idealiza um aluno crítico, participativo, capaz de construir sua própria história, pelo exercício consciente da cidadania, dentro de uma escala de valores que favoreça a transformação da sociedade, tornando-a mais justa e democrática.
É necessário aprender a criticar, pesquisar, apresentar alternativa, ver o que há de positivo e apoiar os que estão trabalhando para a melhoria do ensino. Discutir e enfrentar as ideias divergentes, fazer experiências e criar um modelo alternativo a partir dos valores já existentes, professores e técnicos, devem repensar suas práticas educativas, ampliar as relações professor/aluno e professor/técnico numa perspectiva de valorização sócio-efetiva dentro e fora da sala de aula.
Dentro desta necessidade de fazer o aluno voltar-se à pesquisa, ressalta-se que, um povo que não valoriza sua história nega sua própria existência, uma vez que a realidade na qual vivemos é fruto de nossa historicidade, desta forma, estudar os sergipanos que no seu tempo contribuíram de maneira decisiva na formação da história desta comunidade, não é mais que uma obrigação de todos aqueles que acreditam na relevância dos ensinamentos históricos e na viabilidade da releitura dos fotos históricos, à luz dos conceitos hodiernos.
Este projeto teve como objetivo estudar os sergipanos que desenvolveram e aplicaram no seu tempo, sua capacidade intelectual para engrandecimento da cultura sergipana.
Tomando como referência o contexto histórico no qual estavam inseridos e as consequências de suas ideias no cenário nacional e sergipano, pretendeu-se a princípio motivar o interesse pela pesquisa cultural, para em seguida conhecer o pensamento daqueles que no seu tempo fizeram a diferença. Foi necessário despertar a dos alunos em buscar, o embasamento necessário à pesquisa, mostrando a viabilidade do trabalho e sua importância para o desenvolvimento de uma identidade cultural.
Para tanto, buscou-se desenvolver um conjunto de ações dentro do Colégio Tobias Barreto no sentido de possibilitar um trabalho interdisciplinar ampliando a abrangência do projeto. No tocante às parcerias com Instituições, pudemos contar com o apoio do Museu do Homem Sergipano, Academia Sergipana de Letras, Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, e do Instituto Tobias Barreto.
O Projeto baseou-se nos seguintes princípios norteadores:
1. Desenvolver um ensino coerente com a realidade do aluno, situando-o no tempo e no espaço que ele compreenda seus direitos e deveres como cidadão e para que possa exercer a sua cidadania.
2. Facilitar o processo ensino-aprendizagem desenvolvendo conteúdos significativos, integrando as diversas áreas do conhecimento condizentes com a realidade.
3. Entender que o trabalho com o aluno será dentro do seu ritmo próprio de desenvolvimento sendo necessário a diversificação das atividades para que possa atender às necessidades individuais e coletivas .
4. Incentivar o livre exercício de pensamento e expressão, preservada a defesa do interesse público e o reconhecimento do processo educativo como mediação coerente das transformações sociais vigentes.
5. Compreender que aprender é um ato do conhecimento da realidade concreta, isto é, da real situação vivida pelos alunos e profissionais do magistério.
6. Desenvolver experiências que permitam ao aluno educar-se num processo ativo de construção do objeto , numa interação entre as estruturas cognitivas do indivíduo e o meio ambiente.
7. Procurar entender que o saber - fazer crítico identifica-se com a luta para que a escola pública se transforme num poderoso instrumento de progresso intelectual de massa, onde se firma o papel indispensável da competência e de sentido político.
8. Entender o processo educativo enquanto ação cultural voltada para a liberação do homem consciente numa atividade que aprendem na vivência das realizações sociais cotidianas, atinjam um nível de consciência desta mesma realidade, a fim de atuarem para modificá-lo.
OBJETIVO GERAL:
Estudar a ideologia de Tobias Barreto, bem como as contribuições dos SERGIPANOS ILUSTRES que seguiram estes princípios ideológicos.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
- Estudar as contribuições filosóficas e sociais de Tobias Barreto, Silvio Romero, Fausto Cardoso, Florentino Menezes, Manoel Bomfim e João Ribeiro
- META 01. – Desenvolver no ano de 2006 estudos referentes aos princípios filosóficos e as contribuições sociais no pensamento de Tobias Barreto.
- META 02 – Desenvolver no ano de 2007 estudos referentes ao pensamento de Fausto Cardoso.
- META 03 – Desenvolver no ano de 2008 estudos referentes ao pensamento de Silvio Romero.
- META 04 – Desenvolver no ano de 2009 estudos referentes ao pensamento de Florentino Menezes
- META 05 – Desenvolver no ano de 2010 estudos referentes ao pensamento de Manoel Bomfim e João Ribeiro
AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS EM CADA META:
- Desenvolver ao longo do ano letivo estudos referentes aos princípios filosóficos e as contribuições sociais no pensamento do autor pesquisado.
- Selecionar e localizar o material pertinente ao tema.
- Elaborar monografia sobre o estudo realizado.
- Realizar visitas a museus que aborde a história de Sergipe.
- Participar de palestras e seminários com temas pertinentes.
- Participar de eventos relacionados ao tema em estudo.
Em qualquer proposta de trabalho a avaliação se constitui num aspecto fundamental, pois serve para obter informações e subsídios capazes de fornecer o desenvolvimento e a ampliação dos conhecimentos dos educandos. A forma adotada possuirá um caráter de diagnóstico permanente, auxiliando no acompanhamento do processo, desta forma, deverá realizar-se continuamente, proporcionando a base para o planejamento da atividade docente, como meio de assegurar a consecução dos objetivos educacionais. O acompanhamento sistemático permitirá que durante a execução das metas sejam detectadas as dificuldades, para que se possa reestruturar e adaptar o projeto às contingências identificadas.
2. ANÁLISE DO PROJETO
Na tentativa de resgatar a qualidade do ensino público e principalmente a história de Sergipe, procurou-se adaptar o conteúdo programático das disciplinas de filosofia e sociologia, ao pensamento de sergipanos que tiveram destaques na história de Sergipe. O primeiro sergipano a ser estudado foi Tobias Barreto, e em conversa com os alunos, resolveu-se fazer esse estudo procurando descobrir em que momento o pensamento de Tobias Barreto abordava o conteúdo programático que era desenvolvido nas disciplinas.
A princípio era essa a intenção do projeto, entretanto com o desenvolvimento do mesmo, fomos observando que na escola havia pouco recurso para desenvolvê-lo, passamos então a procurar recursos fora da escola buscando novas parcerias institucionais.
O primeiro local a ser visitado foi o Museu do Homem Sergipano, lá chegando e em conversa com sua Diretora a Profª. Drª Maria Terezinha Oliva e a sua equipe, em reunião esbocei qual seria a minha intenção e prontamente ela colocou, a disposição da escola todos os recursos do Museu.
Essa visita ao Museu possibilitou uma diversidade muito grande de enfoques e começamos a explorar outros pontos por sugestão da própria Professora Terezinha , visto que a comunidade na qual a escola esta inserida é rica em instituições. Com o objetivo de ampliar a parceria para o desenvolvimento do projeto, entramos em contato com o Instituto Histórico, a Academia Sergipana de Letras e o Instituto Tobias Barreto.
O Prof. Luiz Antonio Barreto nos recebeu de uma forma muito acolhedora e possibilitou, uma vez que o Instituto tem um vasto material sobre Tobias, que os alunos pudessem fazer pesquisas, até porque um dos objetivos do projeto é que ano letivo os alunos deven elaborar uma monografia com o conteúdo estudado durante o ano.
Por sugestões da Profª Terezinha e do Prof. Luiz o projeto se estendeu ele não se esgotou em um ano, passou a ser desenvolvido, de maneira a explorar outros sergipanos que abrilhantaram nossa história.
O trabalho contou também com a participação da Professora Tânia da sala de leitura que procurava elaborar a parte artística com a declamação dos poemas do autor em estudo, ao mesmo tempo esses alunos trabalham a fundamentação filosófica ou implicações sociológicas do pensamento do autor manifesta através do poema e os demais professores como de redação e português lhes auxiliam na interpretação e revisão ortográfica dos capítulos.
Para estimular os alunos e despertar seu interesse pela pesquisa, procuramos desenvolver o projeto com base nos princípios construtivistas piagetianos, tomando o erro como parte do processo da aprendizagem. Procurou-se, portanto referenciar as fontes a serem pesquisadas, dentro das publicações dos sergipanos, ao tempo em que direcionamos as pesquisas para que os alunos pudessem ter contato com os autores dos livros nos quais fizeram suas consultas.
A ideia de se explorar autores sergipanos baseia-se no fato de que existe um espaço cultural a ser resgatado no tocante a produção literária sergipana que é a sua utilização no ensino fundamental e médio. Desta sorte, direta e indiretamente o projeto estimula a produção e o uso do material literário sergipano, propiciando o seu desenvolvimento e, por conseguinte a circulação das ideias das antigas e novas águias sergipanas.
No projeto que desenvolvemos saboreamos sucessos e fracassos, contudo ao final deste, em face da aposentadoria do Coordenador, podemos vislumbrar um cenário magnífico de realizações.
06- Resultado Final do Projeto quanto ao rendimento
Com relação ao quadro apresentado observa-se que os trabalhos com rendimento ótimos, partiram de 4% e atingiram a marca de 52% com uma média de 34,2% de rendimento. Os trabalhos com rendimento bons partiram de 60% e atingiram 20%, apresentando uma média de 36,4%. Os trabalhos com rendimento regular partiram de 36% e atingiram a marca de 30%, obtendo um rendimento médio de 29,8%. Onde podemos concluir que os trabalhos classificados como bons e regulares cederam lugar aos trabalhos ótimos.
Foram apresentadas 120 monografias ao longo do projeto e na análise do gráfico 07 podemos observar o crescimento da produção, permitindo um prognóstico de crescimento, caso o projeto pudesse ter continuidade.
07- Número de Monografias apresentadas no Projeto
Acreditamos, como pudemos demonstrar, que os Professores da rede pública, são capazes de produzirem um ensino de qualidade efetivando a interdisciplinaridade e utilizando os recursos públicos e até mesmo o privado, inerentes na comunidade onde a escola esta inserida. Basta, para tanto, um pouco de boa vontade, responsabilidade profissional e compromisso com a educação.
Dados retirados do livro "Sergipanos Ilustres" uma Metodologia Inovadora, do Prof. Arionaldo Moura, em fase de conclusão.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
“O QUE VOCÊ ANDA FAZENDO COM SEU TALENTO?"
Escrito por Marcos Rezende em Coaching, Gestão de Talentos, Idéias, Listas em 26 de setembro de 2008
Essa pergunta, título deste artigo, pode ser interpretada de duas maneiras, sendo entendida como “Você tem talento para fazer o quê?” ou “O que você anda fazendo com o seu talento?” Ambas querendo cutucar você para algo tão óbvio e tolo que só pessoas altamente racionais não conseguem perceber. De fato, sequer têm conhecimento do que significa esta palavra: talento.A PARÁBOLA DOS TALENTOS
A Parábola dos Talentos (na Bíblia, em Mateus, cap. 25, vv. 14 a 30) retrata a situação de um homem que, ao ausentar-se para longe, chamou seus três servos e entregou-lhes seus bens. Ao primeiro deu cinco talentos, ao segundo, dois e ao terceiro, um, conforme a capacidade de cada um. O que recebeu cinco talentos, conseguiu mais cinco negociando-os com outras pessoas. O mesmo aconteceu para o que recebeu dois. Porém, o que recebeu apenas um, enterrou-o para não perdê-lo e aguardou o retorno do seu senhor. Quando este retornou, parabenizou os que haviam utilizado os seus talentos para multiplicar a sua abundância e lhes entregou novas moedas. E ao servo que escondeu o talento que recebeu, disse que teria que retirar o talento que lhe havia dado e mandá-lo para longe, pois como servo improdutivo não tinha utilidade para o seu reino.
O QUE É TALENTO?
Na época em que essa história foi escrita, talento era uma moeda utilizada na Grécia e em Roma. Já no livro A Era dos Talentos, de Mauro Press, criador do método Maksuri de Gestão de Talentos no qual sou formado, talento é aquilo que uma pessoa tem habilidade e facilidade para fazer e faz com gosto. Entenda que não é fazer bem alguma coisa, pois pode-se ainda não ter desenvolvido a competência para aquilo que se ama, porém é fato que a pessoa tem talento.
TALENTO X COMPETÊNCIA
Até mesmo em revistas populares, são publicadas matérias que confundem o leitor ao tratarem competência como talento. Eu, por exemplo, tenho enorme competência para lidar com pensamentos lógicos, matemática, informática e internet, mas o meu talento é a sensibilidade através da escrita e da oratória. Estudando a maneira como cresci, enxerguei que eu me utilizei da informática para me aproximar das pessoas, compreender os seus problemas e ajudá-las na solução deles. Justamente como eu faço hoje nas sessões de coaching de talentos, só que em outra área. Percebeu? Não é porque você é uma ótima analista financeira ou um excelente metalúrgico que significa que você tem talento para isso. Eu também era excelente como analista de sistemas e programador, mas não era um profissional realizado, escondendo os meus talentos.
COMO DESCOBRIR UM TALENTO?
Qualquer pessoa pode descobrir quais são os seus talentos se tiver um bom conhecimento sobre si mesma, pois descobri-los é como uma investigação profunda nas atitudes e nos gostos individuais. Outra maneira é fazer sessões de coaching de talentos que inclui o mapeamento de talentos online feito através do site do método Maksuri. Assim como existem testes vocacionais, também existe um teste onde se descobre os talentos e que, diferente do teste vocacional, não lhe rotula em uma determinada profissão, mas sim apresenta-lhe um leque de atividades profissionais que muitas vezes ainda não foram criadas, mas que precisam de profissionais.
5 - As pessoas podem desenvolver mais de um talento e como não abrir mão disso?
Antigamente, como vivíamos menos, era comum termos uma só profissão durante toda a vida. Mas agora é bem provável que você mude de atividade algumas vezes. São muitas informações que circulam, são muitas as mudanças na economia, novas tecnologias. Tudo o leva a repensar o que você faz. Não temos somente um talento, mas podemos nos desenvolver em muitos deles. Eu diria que sua alma só fica realmente satisfeita quando você se permite explorar todas as tendências. O jeito para fazer isto é comprometendo-se, agindo, experimentando. Quem tem muito medo de errar, paralisa-se e deixa de se desenvolver em seus talentos.
Antigamente, como vivíamos menos, era comum termos uma só profissão durante toda a vida. Mas agora é bem provável que você mude de atividade algumas vezes. São muitas informações que circulam, são muitas as mudanças na economia, novas tecnologias. Tudo o leva a repensar o que você faz. Não temos somente um talento, mas podemos nos desenvolver em muitos deles. Eu diria que sua alma só fica realmente satisfeita quando você se permite explorar todas as tendências. O jeito para fazer isto é comprometendo-se, agindo, experimentando. Quem tem muito medo de errar, paralisa-se e deixa de se desenvolver em seus talentos.
6 - No mundo corporativo, explorar o talento pode ser a chave do sucesso?
Já são muitas as empresas que entenderam o espírito da equipe de alto desempenho. O segredo é não ter medo das diferenças, sabendo usá-las a favor do todo o conjunto. Empresas inteligentes incentivam o surgimento de novos talentos, pois sabem que o capital intelectual é hoje mais importante que qualquer outro fator.
Já são muitas as empresas que entenderam o espírito da equipe de alto desempenho. O segredo é não ter medo das diferenças, sabendo usá-las a favor do todo o conjunto. Empresas inteligentes incentivam o surgimento de novos talentos, pois sabem que o capital intelectual é hoje mais importante que qualquer outro fator.
7 - Existem pequenos testes e dicas para descobrir o talento?
Existem alguns testes que indicam as principais tendências das pessoas. Mas só ajudam aqueles que estão comprometidos e entendem a importância e trabalhar naquilo que gostam. Ainda não se descobriu nenhuma fórmula que substitua o conhecimento de si mesmo. Isto se faz por meio de leituras, de terapias, de viagens, da abertura em aprender outros pontos de vista, diferentes do seu. É isto o que vai inspirá-lo a novas formas de atuar na vida.
Existem alguns testes que indicam as principais tendências das pessoas. Mas só ajudam aqueles que estão comprometidos e entendem a importância e trabalhar naquilo que gostam. Ainda não se descobriu nenhuma fórmula que substitua o conhecimento de si mesmo. Isto se faz por meio de leituras, de terapias, de viagens, da abertura em aprender outros pontos de vista, diferentes do seu. É isto o que vai inspirá-lo a novas formas de atuar na vida.
8 - Algumas pessoas chegam a desperdiçar oportunidades por não valorizarem o próprio talento. Qual o conselho para essas pessoas?
Quem está dormindo na vida, desperdiça as oportunidades, às vezes por puro preconceito, noutras vezes por covardia. Encontrar-se com seu talento e colocá-lo à serviço da humanidade é tarefa para os corajosos, para quem se permite sair do lugar comum, da mediocridade.
Quem está dormindo na vida, desperdiça as oportunidades, às vezes por puro preconceito, noutras vezes por covardia. Encontrar-se com seu talento e colocá-lo à serviço da humanidade é tarefa para os corajosos, para quem se permite sair do lugar comum, da mediocridade.
9 - Enfrentar um desafio pode ser a chave para a descoberta de um talento?
Isso mesmo, o talento não é algo que se descubra de uma forma estática. Ele aparece na mesma proporção em que você se envolve com as situações, quando você aceita convites, quando você sai do âmbito conhecido e se propõe a arriscar-se no que é desconhecido. Você precisa entender a sabedoria que está contida na incerteza. É no desconhecido que se alojam muitas oportunidades criativas que vão lhe mostrar tudo o que você é capaz.
10 - Será possível alguém que não tenha nenhum talento?Isso mesmo, o talento não é algo que se descubra de uma forma estática. Ele aparece na mesma proporção em que você se envolve com as situações, quando você aceita convites, quando você sai do âmbito conhecido e se propõe a arriscar-se no que é desconhecido. Você precisa entender a sabedoria que está contida na incerteza. É no desconhecido que se alojam muitas oportunidades criativas que vão lhe mostrar tudo o que você é capaz.
Impossível. Cada um de nós é mais ou menos talentoso em diversas áreas.
Jornalista: Edilene Ribeiro
POR QUE É IMPORTANTE DESCOBRIR O SEU TALENTO?
Quando era pequeno queria ser astronauta, mas cedo descobri que só poderia pensar nisso se fosse americano nativo. Não havia nascido na localização geográfica correta. Ah, também gostaria de ser um terrível jogador de basquete, daqueles que fazem as “enterradas”, penduram-se na cesta e, ao final, ainda fazem aquela cara de quem pulou o muro do vizinho para roubar goiaba e saiu andando! Deve ter um gosto todo especial fazer isso, não? Só que eu não tenho a altura necessária. Jamais conseguiria pular acima dos 3,05m para poder fazer uma cesta assim.
Afinal, talento é algo que se aprende? Depende do quê?
Jorge Sabongi
Talento é um dom! Nascemos com ele ou com eles.
Vou procurar fazer uma analogia sobre o "processo do talento". Ele se assemelha a uma série de sementes invisíveis que possuímos desde que nascemos. Todos nós temos nosso punhado de sementes.
Ao longo da vida, poderemos nem tomar conhecimento que essas sementes existem ou, devido a um estalo ou à percepção de um sinal, poderemos semear e, após o tempo devido, colher os frutos gerados. Outra possibilidade é que uma delas caia no chão, na hora e lugar certos, sem que percebamos, e comecem a germinar, surpreendendo-nos, por ignorarmos a existência dela, e a todos os que o rodeiam, pois igualmente nem imaginavam que aquela semente pudesse estar em nós.
A questão é saber em que momento de nossa vida essas sementes deixarão de ser invisíveis e comecem a nos agraciar.
Há pessoas que jamais vão descobrir talento algum em si mesmas, por não procurarem ou pela vida que levam não permitir a descoberta. Eu, por exemplo, só fui descobrir que poderia tocar snujs aos 23 anos de idade, depois de ter uma Casa de Chá Egípcia. Antes disso, eu sequer sonhava com esse instrumento ou imaginava que poderia ter alguma habilidade extra nos dedos, além da datilografia. Imagine você, onde eu poderia ter descoberto este talento se tanta coisa não tivesse acontecido antes!? Ao longo dos últimos anos, por estar sempre atento as situações, consegui descobrir alguns outros também. Quantas sementes mais vão se tornar visíveis para mim?
Quantas pessoas visualizam uma(s) semente(s), descobrem seu(s) talento(s), e, por estar(em) nas mãos certas, desenvolvem-no(s)?
Quando comecei a fazer Economia, detestava a matéria “Estatística”. Havia, na época, um professor tão bom, com uma didática tão apaixonante, que reverteu esse processo, fazendo-me não só um ardoroso simpatizante dos cálculos, como também me permitiu desenvolvê-los de cabeça. Essa semente deu-me uma imensa árvore, da qual, até hoje, concede-me seus frutos. Sem imaginar, eu possuía esse talento. Se isso ocorre com uma matéria de cuja aula fugimos, poderá acontecer com as artes.
Outro fator importante é o lugar certo na hora certa. Imagine você, um Ronaldinho jogando futebol num campo de várzea de uma cidade interiorana (antes de ser o Ronaldinho da Seleção, claro!). Ele vê sua semente. Ele percebe uma plantinha. Algo nele o instiga a continuar fazendo o que gosta. Uma hora, sua estrela vai brilhar. O mesmo se aplica a uma modelo altamente requisitada nos dias atuais, quando esta não tinha fama. Tente imaginar como ela era na sala de aula de uma faculdade, por exemplo. Ela se olha no espelho todos os dias, sabe que possui as curvas certas nos lugares certos. Mas falta alguma coisa. Investe em si, na forma de andar, no jeito, na personalidade, na etiqueta, até chegar o momento. Sua semente já é visível para ela, mesmo que não tenha toda a produção e mídia fazendo o trabalho de base. Num determinado momento da vida, ambos estavam no lugar certo e na hora certa. São descobertos! E aí tudo muda de figura...
Vou procurar fazer uma analogia sobre o "processo do talento". Ele se assemelha a uma série de sementes invisíveis que possuímos desde que nascemos. Todos nós temos nosso punhado de sementes.
Ao longo da vida, poderemos nem tomar conhecimento que essas sementes existem ou, devido a um estalo ou à percepção de um sinal, poderemos semear e, após o tempo devido, colher os frutos gerados. Outra possibilidade é que uma delas caia no chão, na hora e lugar certos, sem que percebamos, e comecem a germinar, surpreendendo-nos, por ignorarmos a existência dela, e a todos os que o rodeiam, pois igualmente nem imaginavam que aquela semente pudesse estar em nós.
A questão é saber em que momento de nossa vida essas sementes deixarão de ser invisíveis e comecem a nos agraciar.
Há pessoas que jamais vão descobrir talento algum em si mesmas, por não procurarem ou pela vida que levam não permitir a descoberta. Eu, por exemplo, só fui descobrir que poderia tocar snujs aos 23 anos de idade, depois de ter uma Casa de Chá Egípcia. Antes disso, eu sequer sonhava com esse instrumento ou imaginava que poderia ter alguma habilidade extra nos dedos, além da datilografia. Imagine você, onde eu poderia ter descoberto este talento se tanta coisa não tivesse acontecido antes!? Ao longo dos últimos anos, por estar sempre atento as situações, consegui descobrir alguns outros também. Quantas sementes mais vão se tornar visíveis para mim?
Quantas pessoas visualizam uma(s) semente(s), descobrem seu(s) talento(s), e, por estar(em) nas mãos certas, desenvolvem-no(s)?
Quando comecei a fazer Economia, detestava a matéria “Estatística”. Havia, na época, um professor tão bom, com uma didática tão apaixonante, que reverteu esse processo, fazendo-me não só um ardoroso simpatizante dos cálculos, como também me permitiu desenvolvê-los de cabeça. Essa semente deu-me uma imensa árvore, da qual, até hoje, concede-me seus frutos. Sem imaginar, eu possuía esse talento. Se isso ocorre com uma matéria de cuja aula fugimos, poderá acontecer com as artes.
Outro fator importante é o lugar certo na hora certa. Imagine você, um Ronaldinho jogando futebol num campo de várzea de uma cidade interiorana (antes de ser o Ronaldinho da Seleção, claro!). Ele vê sua semente. Ele percebe uma plantinha. Algo nele o instiga a continuar fazendo o que gosta. Uma hora, sua estrela vai brilhar. O mesmo se aplica a uma modelo altamente requisitada nos dias atuais, quando esta não tinha fama. Tente imaginar como ela era na sala de aula de uma faculdade, por exemplo. Ela se olha no espelho todos os dias, sabe que possui as curvas certas nos lugares certos. Mas falta alguma coisa. Investe em si, na forma de andar, no jeito, na personalidade, na etiqueta, até chegar o momento. Sua semente já é visível para ela, mesmo que não tenha toda a produção e mídia fazendo o trabalho de base. Num determinado momento da vida, ambos estavam no lugar certo e na hora certa. São descobertos! E aí tudo muda de figura...
Uma coisa é indiscutível: pessoas que desenvolvem algum talento específico precisam de alguém que, permanentemente, oriente-lhes e incentivem suas ações. Dificilmente artistas caminham sozinhos ou desenvolvem a conduta correta em suas artes sem amparo específico. Funciona como um pai para colocar equilíbrio e chamar a atenção para as coisas erradas, e um avô, para passar a mão na cabeça e dizer que é lindo e pode funcionar.
Pessoas que não têm o menor dom, se colocarem uma força de vontade excepcional, podem fazer germinar uma semente, e se surpreender. São raridades, mas conheço casos assim. O tempo fez o trabalho de florescer. Essas pessoas têm que se mostrar extremamente envolvidas e comprometidas com sua arte e, principalmente, consigo mesmas. Para elas, a semente não se torna visível tão facilmente. Suas tentativas devem ser feitas com bastante veemência para se desenvolverem. Aqui entra o fator motivacional dos envolvidos no processo: orientadora não desiste da aluna e vice-versa.
A orientadora é responsável por transformar essas sementes invisíveis em visíveis. Se a aluna se desenvolve rapidamente, talvez mais do que a própria professora, é importante que ela seja encaminhada, imediatamente, para quem possa oferecer a direção adequada. Caso contrário, pode-se matar a raiz de uma árvore promissora.
Em sala de aula, o dom não brota e simplesmente se transforma da noite para o dia. É um trabalho de paciência e de anos. Proporcionalmente, uma em cada mil aprende no tempo relâmpago de um a dois anos. No mais, não existe milagre. São, no mínimo, quatro anos de árduo aprendizado para oferecer equilíbrio e desenvoltura. Varia de mulher para mulher. O tempo não pode ser delimitado, mas o período sim. Existe ainda uma regra fundamental: a necessidade de mãos competentes ensinando. Portanto, a direção artística começa em sala de aula.
Talentos não se acham; são descobertos.
Jorge Sabongi - Agosto/2004
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